De Maio global a Outubro da mudança

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O 15M de 2013 não é só um aniversário, é um período de luta intensa, descentralziada, com ações em diferentes lugares.

É uma data para recuperar a dimensão inclusiva e generalizada das lutas contra a Troika e contra as políticas de austeridade responsáveis pelo genocídio financeiro.

Ao fim de dois anos atravessámos a fase do protesto e da construção de algumas reivindicações, e temos vindo a apelar à classe política para que tome em consideração estas reivindicações através de diferentes actuações: recolhendo assinaturas, ocupando praças, manifestando-nos massivamente, praticando a desobediência civil, etc.

Foram todas etapas importantes para construir uma legitimidade social, porque entendemos que as nossas exigências são inegociáveis e que simplesmente pedir uma mudança não conduz a que esta se produza efectivamente.

Uma vez definidas as propostas, e depois de algumas terem mesmo chegado ao seio das instituições mas continuem a ser ignoradas, é a hora de atacar a corrupção e o capitalismo financeiro não apenas de forma simbólica mas também de um modo material através de práticas concretas. Por isso não é simplesmente uma data com uma manifestação, mas antes todo um mês cheio de ações que atacam os responsáveis diretos da crescente precariedade e da perca de direitos que temos vindo a sofrer. E por isso, este Maio Global propõe-se como um escrache” do sistema para pressionar e tornar visível que o problema não é que não se possa, mas antes que não querem. Que é afinal uma questão de vontade política.

Como sempre, este será um 15M sem siglas nem bandeiras, à margem dos partidos, sindicatos e de qualquer forma de representação; que gere consenso dentro de diferentes sectores sociais. Um maio global que ultrapassa os limites do movimento para construir um espaço de luta de toda a sociedade.

Entendemos este 15M como mais uma etapa no quadro do processo constituinte que produza a maudança social que temos vindo a exigir desde há algum tempo. Este processo não compreende fronteiras e apela a um reconhecimento pleno de todas as pessoas para construir uma cidadania universal. Na construção de este Maio de luta se somaram outros países: Portugal, Itália, Eslovénia, Austria, Alemanha, França, Chipre, Ingalterra e Grécia também programaram ações contra as políticas da Troika, revelando a dimensão transnacional da mobilização e dos poderes.

Esta Primavera acenderá a chama que nos levará a um Outono europeu que já se está a organizar através de encontros e redes, um Outono que significará subir mais um degrau na construção de um processo constituinte e abrir para uma nova fase de luta conjunta para produzir a mudança.

Os direitos não se pedem, tomam-se. Resgatamos pessoas, não bancos.

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